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Os falsos alertas foram disparados através de credenciais de acesso de dois agentes da Defesa Civil do Pará. Imagem: Marcela Peres/Get Update Softwares/ChatGPT.

Segundo relatório que foi encaminhado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil à Polícia Federal, os falsos alertas enviados aos milhões de celulares na madrugada de sábado foram disparados através das credenciais de login de dois agentes da Defesa Civil do Pará.

A plataforma IDAP (Interface de Divulgação de Alertas Públicos) funciona por meio de filtros onde são selecionadas as classificações dos alertas. E os falsos alertas foram emitidos com a classificação de desastres, como alagamentos, tornado e deslizamentos, que possuem um nível extremo de notificação. Por isso o alarme tocou com de forma estridente nos celulares, pois foi emitido como alerta extremo.

E para emitir esse tipo de alerta é necessária uma credencial ou login que dê acesso a esse tipo de ação na plataforma. Além do fato de que as credenciais utilizadas são estaduais, ou seja, deveriam ter acesso apenas ao estado do Pará, já que tecnicamente não tem permissão para emitir alertas para outras localidades.

Segundo reportagem da CNN Brasil os falsos disparos seguiram a seguinte cronologia:

HoraLocalMensagem
23h41RJ “MISANTROPO ADRESS RJ BURROS DMS PPRT”
23H45Curitiba (PR)“MISANTROPIA”
1h20São Paulo (SP)“MISANTROPI4”
1h21Rio de Janeiro (RJ)“MISANTROPI4”
1h21DF“MISANTROPI4”
1h21Rio Branco (AC)“MISANTROPI4”
1h22MS“MISANTROPI4”
1h22Salvador (BA)“MISANTROPI4”
1h22Belo Horizonte (MG)“ATAQUE ALIENÍGENA, HUMANOS CHEGAMOS MISANTROPO”
1h23SP“MISANTROPI4”


A PF investiga o caso e o sistema da Defesa Civil foi suspenso enquanto uma nova versão já está em desenvolvimento, “com foco no fortalecimento da segurança e na ampliação da proteção contra acessos indevidos” , segundo informação na rede social da Defesa Civil.